Sem fronteiras: os rumos da comunicação


“Tecnologia é uma coisa, tipo muito demais. E tá absolutamente em tudo: tem tecnologia na roupa, nos tecidos das roupas, nos óculos, no tênis, no computador, no celular, na música, nos efeitos das festas… Nossa, ela é tudo no meu tempo, na minha geração!”

Essa uma declaração de um jovem em uma entrevista para a MTV. Esse testemunho tá seguido de um novo comportamento, nova forma de sociabilidade e interação. A tecnologia mudou a forma como nos relacionamos com nosso próprio gosto e com as pessoas a nossa volta. Um novo espaço público se formou, os shoppings center —antigos lugares de sociabilidade— perderam espaço; hoje o bate-papo se dá pela vias tecnológicas.

A tecnologia abriu um novo campo, passamos de meros receptores para produtores de conteúdos e ideias. Misturamos nossa necessidade e curiosidade humana de saber da vida alheia com um projeto de relevância: por nossas ideias a disposição de um grande público. Lugar que antes era privilégios dos grande meios massivos de comunicação. Segundo Cibercultura como Território Recombinante de André Lemos: “ao aumentar a possibilidade de trocas entre consciências (blogs, fóruns, chats, redes p2p), as mídias pós-massivas aumentam a probabilidade de ocorrência de processos comunicativos, ampliando as formas de recombinação.”

As redes sócias tornaram-se o grande lugar de identificação. Os grupos se ligam pelos interesses semelhantes e os espaços geográficos perderam o sentido. As redes romperam com as fronteiras geográficas. No filme a A Rede Social podemos ver uma demostração por unir a busca pela relevância através de opiniões com a necessidade de interação e o interesse humano de saber da vida do outro.

Uma sociedade pós-massiva, individualizada que conta com um cenário tecnológico hiperdesenvolvido promove através das redes sociais, Facebook, Orkut, acessados não mais apenas pelo Pcs, mais por tecnologias portáveis deu a mobilidade necessária para corresponder ao dinamismo do nosso tempo.

Toda essa mudança deve ser vista como oportunidade para que cada vez mais diferentes formas de interação, produção de conteúdo e liberdade de disponibilização responda a necessidade de nossa sociedade de ser democrática.

Sobre Talita Militão

No momento estou para aprender novas conexões, a usar novos dispositivos, a ligar novos circuitos e a encarar os possíveis "curtos"! Sou colaboradora no Projeto Social C3, faço Comunicação Social [jornalismo] na Universidade Cândido Mendes. Atualmente estou trabalhando com produção de textos institucionais, pesquisas pautadas para comunicação interna, planejamento de comunicação e produção de material de levantamento de recursos e com editoração, diagramação de peças de comunicação. Quando não estou tentando pôr meu trabalho em dia, estou tentando descobrir o que eu poderia começar a fazer. Meio-Fio Hoje todos estão falando sobre tudo. Escrevendo sobre tudo. Tá o maior clichê dar opinião na net [afinal quem não o fizer é porque está por fora]. O meio-fio pode ser mais um desses lugares, onde se tenta pensar sobre tudo, mesmo sem ter a resposta para tudo. Um lugar de sociabilidade, um pedaço de pedra que segue ao longo da rua onde pessoas se sentam pra bater papo –pensar a política[ do presidente], a economia, as políticas internacionais, o cinema, as artes, as cosmogonias religiosas e arriscar pensar outras culturas. Então se estiver a fim, o meio-fio é grande, é só chegar; quem sabe juntos a gente ache um fio da meada.

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