A ética em tempos de novas vivências tecnológicas

Podemos dizer que a discussão sobre o espaço público e privado já se discute desde a pólis grega. E hoje com a evolução dos meios de comunicação e tecnologia tudo em nossas vidas se reconfigura, inclusive nossa ideia de privado e público, ética e nossa capacidade de lidar com a rápida evolução das ferramentas que surgiram para facilitar nossas vidas.

Ultrapassamos o alcance de TV, rádio e até o telefone. Estamos mais vulneráveis, “pagar um mico” em uma festinha familiar entre amigos, agora com aparelhos com câmeras, já não está mais restrito aos que estavam presentes, no outro dia, todos, inclusive os que não estavam na festa podem assistir as peripécias cometidas em sites como o próprio You tube.

Mais isso ainda é pouco se pensarmos que cada vez mais o homem vai se tornando um ser informatizado e que as “informações que trafegam exclusivamente em rede tende a favorecer cartéis, monopólios e concentrações de poder de muitas espécies”, então como declara Saad “amplia-se a capacidade de vigilância social na medida em que o potencial de monitoramento de ações e informações sai do computador pessoal e instala-se em quaisquer objetos inteligentes e digitalizado“.

Surge tal questão: o que é vida privada em tempos em que tudo está em rede e interligado? A resposta é simples, apesar de adiantados tecnologicamente podemos sim lidar com maturidade com o que criamos, temos sim a possibilidade de conhecer nossos limites. No entanto o que se discute é um tênue fronteira da ética. É diante dessas novas formas de interações e desconhecidos patamares de público e privado como afirma a autora Elizabeth Saad Corrêa exige uma nova habilidade e competência para vivenciarmos essas inovações.

Assim voltamos para o ponto que a ética nas comunidades virtuais se coloca não pela industria tecnológica ou pelo poder de Estado, não negando que se criem medidas de proteção ao indivíduo, no entanto precisamos concordar que essa responsabilidade está nas mão do indivíduo, ele precisar por seu limites e considerar suas relações virtuais sob a avaliação de uma ética pessoal que já se aplica as relações não virtuais. Precisamos reconhecer que mesmo deslumbrados com os milagres da vida virtual, precisamos ver que apesar do mundo ideal que a virtualidade nos apresenta, somos reais, que a vida é real e tem consequências reais.

Sobre Talita Militão

No momento estou para aprender novas conexões, a usar novos dispositivos, a ligar novos circuitos e a encarar os possíveis "curtos"! Sou colaboradora no Projeto Social C3, faço Comunicação Social [jornalismo] na Universidade Cândido Mendes. Atualmente estou trabalhando com produção de textos institucionais, pesquisas pautadas para comunicação interna, planejamento de comunicação e produção de material de levantamento de recursos e com editoração, diagramação de peças de comunicação. Quando não estou tentando pôr meu trabalho em dia, estou tentando descobrir o que eu poderia começar a fazer. Meio-Fio Hoje todos estão falando sobre tudo. Escrevendo sobre tudo. Tá o maior clichê dar opinião na net [afinal quem não o fizer é porque está por fora]. O meio-fio pode ser mais um desses lugares, onde se tenta pensar sobre tudo, mesmo sem ter a resposta para tudo. Um lugar de sociabilidade, um pedaço de pedra que segue ao longo da rua onde pessoas se sentam pra bater papo –pensar a política[ do presidente], a economia, as políticas internacionais, o cinema, as artes, as cosmogonias religiosas e arriscar pensar outras culturas. Então se estiver a fim, o meio-fio é grande, é só chegar; quem sabe juntos a gente ache um fio da meada.

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